Como exemplos, na opinião de Hermann Broch, quem produz objetos kitsch não é só um mau artista, é acima de tudo "um depravado, um criminoso que deseja o mal radical", Roger Scruton considerou-o sinal de uma deficiência emocional, uma estética cruel que "transforma o ser humano em uma boneca, que num momento cobrimos de beijos e no outro despedaçamos", e para Umberto Eco o kitsch é uma quase nulidade, não passa de "uma citação incapaz de produzir um contexto novo".
Também disse que embora o kitsch tenha sido cooptado por artistas cultos, raramente ele em sua pureza conseguiu ganhar reconhecimento da crítica por suas virtudes próprias, já que na maior parte das vezes é usado de forma consciente por aqueles artistas como elemento citacional de ironia, paródia ou crítica social e cultural.
Theodor Adorno, trabalhando na mesma época, identificou sua origem na cultura de massa e na industrialização, e Norbert Elias escreveu um importante ensaio em 1935, The Kitsch Style and the Age of Kitsch, onde delineou uma cronologia e disse que o kitsch não é definível em relação a qualquer norma estética atemporal e nem pelo gosto da elite, sendo uma falsa categoria estética de uma sociedade que perdeu a confiança em seu próprio estilo.
Neste processo em que o kitsch foi incorporado pela vanguarda ao universo da arte culta, a produção da arte acadêmica, antes a forma culta dominante, se tornou reversamente sinônimo de kitsch, acusada de artificial, previsível, estereotipada, banal, sentimental, mercantilista e insensível às demandas por uma nova sociedade.
