No entanto, é possível que esse objeto tenha sido ejetado do Sistema Solar após a formação dos objetos da nuvem de Oort interna.
Também foi sugerido que a órbita de Sedna é o resultado da influência gravitacional de uma estrela binária companheira do Sol, a milhares de UA de distância.
Simulações subsequentes incorporando os novos dados sugeriram que cerca de 40 objetos do tamanho de Sedna devem existir na região.
Embora Sedna esteja listado no site da NASA de exploração do Sistema Solar, a NASA atualmente não está considerando nenhuma missão para pesquisá-lo.
Como Sedna não tem luas, determinar sua massa é difícil, porém ela provavelmente é de cerca de 1×1021 kg.[nota 1] Observações pelo telescópio SMARTS mostram que na luz visível Sedna é um dos objetos mais vermelhos do Sistema Solar, quase tão vermelho quanto Marte.
"Para mim Sedna é um registro fóssil do Sistema Solar inicial", disse Brown em 2006.
[nota 2] Sua órbita é extremamente excêntrica, com um afélio estimado em 937 UA e um perélio de cerca de 76 UA, o perélio mais distante já observado para qualquer objeto do Sistema Solar.
Brown também sugeriu ao Minor Planet Center que outros objetos descobertos na região orbital de Sedna deveriam ser nomeados também a partir de entidades das mitologias árticas.
No artigo em que foi anunciada a descoberta de Sedna, Mike Brown e sua equipe descreveram-no como o primeiro corpo conhecido que pertence à nuvem de Oort, a nuvem hipotética de cometas situada a cerca de um ano-luz do Sol.
Um estudo por Morbidelli e Hal Levison sugere que a melhor explicação para a órbita de Sedna é que ele foi perturbado por uma passagem próxima (aproximadamente 800 UA) de outra estrela nos primeiros 100 milhões de anos da existência do Sistema Solar.
A superfície é homogênea em cor e espectro; isso pode ser porque Sedna, ao contrário de objetos mais próximos do Sol, raramente recebe impactos de outros corpos, o que iria expor brilhantes manchas de gelo fresco como em 8405 Asbolus.
Portanto, Sedna deve ter sido levado a sua órbita excêntrica atual por interação gravitacional com outro corpo.
